Maria Duarte (Miss Mary Dee)

por Sherif Awad

Maria Duarte


-Sempre fui apaixonada pela representação, pela música, pelos filmes antigos, pelas telenovelas brasileiras...  Fechava-me no quarto a representar cenas dos filmes e das novelas. Sempre disse que queria ser actriz, cantora e escritora. Modelos a seguir normalmente, atrizes brasileiras, como Eliane Giardini, Arlete Salles, Irene Ravache ou Susana Vieira, e de Hollywood de antigamente Julie Andrews ou Doris Day.

-Estamos sempre a aprender. Não basta estudar, fazer cursos e workshops. A formação é essencial, mas a aprendizagem é contínua. Estudar o ser-humano, observar situações, colocarmo-nos no lugar das outras pessoas... Estamos sempre a aprender.

-Não sonho com o estrelato. Tenho medo da fama, que traz coisas boas, mas, acima de tudo, coisas más. Sonho, isso sim, ser conhecida (não famosa!) e poder viver da minha arte. Abordo novos trabalhos com carinho e atenção. Vejo o que é que podem acrescentar à minha carreira.

Maria Duarte

-Sinceramente, nunca sentí desafíos relacionados con el género. Os únicos desafios vêm de interpretar novas personagens. Cada uma é um desafio. O mesmo para cada concerto.

-Já estava má. Agora, com o novo coronavírus, pior. Os artistas foram os primeiros a ver os seus trabalhos cancelados e, provavelmente, serão os últimos a reerguer-se. Tantos artistas participam em eventos de solidariedade... Chegou a hora de o público ser solidário para com os artistas.

Casting és muito competitivo. É raro chamaram-me para castings. Talvez porque não sou magra, nem alta, ou por parecer mais jovem do que sou (já até me aconselharam a falsificar a idade), a verdade é que as caras que aparecem na tv são quase sempre as mesmas.

-Gostaria de voltar a fazer drama, já que, ultimamente, só me aparecem comédias e musicais, que são a minha grande paixão, tanto que enceno e dou aulas de Teatro Musical, mas gostaria de dar um pouco mais de mim. Ah, e ter papéis maiores em telenovelas.  Gostaria de incrementar o meu projeto musical de tributo aos anos 50, com uma banda e dançarinas ou cantoras para os coros. Queria terminar de escrever uma peça que tenho em mãos e gostaria de levá-la a cena.