Tânagra Andria

por Sherif Awad

Tânagra Andria

-Desde criança sempre fui muito comunicativa, adorava parar as pessoas no mercado e fazer várias perguntas sobre a vida. Todas as oportunidades de apresentações artísticas na escola eu buscava participar, tanto dança quanto teatro.  Sou filha de professores de artes plásticas, então a arte geralmente sempre foi muito presente na minha casa. Eu adorava assistir os programas da TV Cultura e inspirar-me para criar o meu programa em casa para apresentar aos meus familiares.Sempre admirei muito o trabalho da Fernanda Montenegro, desde criança gostava de acompanhar os trabalhos dela, assistia tudo o que podia. 



-Ser artista é estudar sempre, e ter um olhar sensível ao mudo que está em constante mudança, e sempre lutar para ter o seu espaço na cultura. Iniciei o curso de formação profissional de teatro em 2008, nele estudei tanto a teoria quanto a prática, formei-me em 2011 e graças a minha peça de formatura consegui o meu primeiro trabalho como atriz em uma companhia de teatro infantil. Mesmo depois da formação fiz vários cursos e oficinas de teatro e cinema, com diversos artistas, tive inclusive a oportunidade de participar dos Workshops de alguns atores do Theatre Du Soleil no Brasil, dentre eles a atriz Eve Doe Bruce atua há mais de 25 anos na companhia francesa. 

Tânagra Andria

-A luta para viver de teatro no Brasil é muito grande, mas certamente conquistar uma carreira mundial seria muito satisfatório. Até o momento na minha área de atuação nunca tive nenhuma dificuldade vinculada a género. A luta cultural no Brasil é muito grande, o governo atual transformou o Ministério da Cultura em uma Secretária especial da cultura, dentro do Ministério do Turismo, prejudicando bastante toda a demanda da classe cultural. A secretária da cultura Regina Duarte, apesar de ter uma grande carreira com atriz, não está a representar a classe artística, e até o momento não desenvolveu nenhum projeto de apoio aos profissionais de cultura que não estão podendo trabalhar na pandemia e que estão sem fonte de renda. Então nesse momento eu diria que a cultura está na UTI, e todos os artistas seguem lutando.

-Com a maior dedicação, busco sempre estudar e aprimorar o meu trabalho de atuação. Atualmente trabalho em uma companhia de teatro, e também iniciei a carreira na área da Dublagem. 

-Estou em um projeto que está desenvolvendo um espetáculo infantil com teatro de bonecos, então passando a quarentena pretendemos retomar o projeto e os ensaios. Para o futuro seguir minha carreira de atuação no teatro e na dublagem, e também conquistar oportunidades de trabalhos na área do cinema.